Chapas de desgaste cerâmicas são placas, ladrilhos e mosaicos de alumina técnica aplicados sobre a superfície metálica de equipamentos que sofrem abrasão — chutes de transferência, silos, moegas, transportadores e calhas. A dureza da alumina CT CEDUR (9 Mohs e 1.300–1.600 HV, sinterizada acima de 1.600 °C) coloca a manutenção em outro patamar: até 10 vezes a vida útil do Ni-Hard ou do aço no mesmo ponto de desgaste. Use chapas cerâmicas quando a mesma chapa metálica de sacrifício estiver voltando para a lista de compras a cada parada. A fixação é tipicamente colada com adesivo epóxi, parafusada ou soldada por ancoragem, sem alterar o equipamento; para abrasão com impacto, a formulação CT CEDUR 96HH e os painéis borracha + cerâmica absorvem a energia do fluxo.
Onde o fluxo abrasivo come o metal
Todo fluxo de material abrasivo tem pontos onde a energia se concentra: a placa do chute de transferência que recebe a descarga da correia, a parede da moega que sofre o atrito da carga, o fundo do silo, a calha do alimentador, a caçamba. Nesses pontos, a chapa metálica de sacrifício — aço estrutural, aço antidesgaste ou Ni-Hard — desgasta de forma contínua: afina, fura e volta para a caldeiraria a cada parada, levando junto horas de manutenção e disponibilidade da planta.
A chapa de desgaste cerâmica muda a lógica dessa manutenção. Em vez de repor metal periodicamente, a superfície de contato passa a ser de alumina técnica — um material muito mais duro que qualquer liga metálica — e o ponto crônico de troca passa a atravessar ciclos inteiros de manutenção. É a forma mais direta de aplicar o revestimento cerâmico antidesgaste em superfícies planas e de grande área.
O que fornecemos: formatos de chapa e placa cerâmica
A chapa de desgaste cerâmica é um conjunto de placas ou ladrilhos de alumina técnica aplicado sobre a superfície metálica exposta ao fluxo. O aço continua dando a resistência estrutural; a cerâmica assume o desgaste. O formato acompanha a geometria e a severidade de cada ponto:
- Placas e chapas planas — peças de maior dimensão para superfícies planas e de grande área, com espessura definida conforme a severidade do desgaste e a vida útil desejada.
- Ladrilhos soldáveis — placas com furo ou rebaixo central para fixação por pino de solda, tipicamente usadas onde há vibração, temperatura mais alta ou exigência de ancoragem mecânica.
- Mosaicos em tela — pequenos ladrilhos (hexagonais ou quadrados) agrupados em painéis flexíveis, que acompanham superfícies curvas como tambores, cones e o interior de dutos.
- Painéis borracha + cerâmica — ladrilhos incorporados a uma base de borracha que absorve o impacto enquanto a cerâmica resiste à abrasão; a combinação típica para chutes com queda de material.
- Peças sob medida — geometrias específicas desenvolvidas pela engenharia a partir do desenho ou de uma peça de referência, em fabricação 100% própria.
Onde é aplicado
- Mineração — chutes de transferência, moegas, alimentadores, peneiras e caçambas de minério e polpa.
- Cimento — silos, moegas, dutos e calhas de cru, clínquer e coque.
- Energia, siderurgia e agroindústria — dutos de carvão pulverizado e cinzas, calhas de sínter, transportadores de grãos e biomassa.
- Geometrias fechadas — onde o fluxo corre dentro de tubulações, a mesma alumina é aplicada em tubos e curvas cerâmicas.
Como as chapas são fixadas
A fixação é definida junto com o formato, em função de temperatura, vibração, impacto e da possibilidade de furar ou soldar a estrutura — em geral sem alterar o equipamento existente. Os métodos típicos do setor:
- Colagem com adesivo epóxi — o método mais comum para ladrilhos e mosaicos sobre superfícies preparadas, em aplicações de baixa temperatura; instalação rápida e sem furos na estrutura.
- Fixação parafusada — placas com furo escareado presas com parafuso e tampão cerâmico protegendo a cabeça; permite substituir peças individualmente.
- Solda por ancoragem — ladrilhos soldáveis fixados por pino soldado à estrutura, em geral combinados com adesivo; indicados onde há vibração ou temperatura que desaconselham a colagem pura.
Material: alumina CT CEDUR
As chapas e ladrilhos CETARCH são fabricados na linha CT CEDUR — alumina técnica de 90 a 99HH, sinterizada acima de 1.600 °C, com 9 Mohs de dureza e 1.300–1.600 HV Vickers. Para abrasão pura por deslizamento, as formulações de alta alumina da linha; para abrasão com impacto, a CT CEDUR 96HH; para fluxos com ataque químico ou exigência de alta pureza, a 99HH.
Como especificamos a sua chapa de desgaste
- Diagnóstico — análise do ponto de desgaste: material transportado, granulometria, ângulo e velocidade de incidência, temperatura e histórico de trocas.
- Formato e espessura — placa, ladrilho soldável, mosaico em tela ou painel borracha + cerâmica, com a espessura dimensionada para a severidade e a vida útil pretendida.
- Formulação — CT CEDUR de 90 a 99HH conforme o regime: abrasão pura, abrasão com impacto (96HH) ou ataque químico e alta pureza (99HH).
- Fabricação e entrega — peças 100% sob medida a partir do desenho ou de uma peça de referência, com conformação e sinterização em fornos próprios em Criciúma/SC.
Perguntas frequentes
Quanto dura uma chapa de desgaste cerâmica em relação à chapa metálica?
Em abrasão por deslizamento, a referência é até 10 vezes a vida útil do Ni-Hard ou do aço no mesmo ponto de desgaste. A razão é a dureza: a alumina CT CEDUR atinge 9 Mohs e 1.300–1.600 HV, um patamar que nenhuma liga metálica alcança. O ganho real depende do material transportado e das condições de operação — por isso a especificação parte da análise do ponto de desgaste.
Como as chapas cerâmicas são fixadas no equipamento?
Os métodos típicos são colagem com adesivo epóxi, fixação parafusada e solda por ancoragem (ladrilhos soldáveis com pino), além dos painéis borracha + cerâmica instalados como um painel único. A escolha depende de temperatura, vibração e da possibilidade de furar ou soldar a estrutura — em geral sem alterar o equipamento existente.
Chapa cerâmica aguenta impacto?
Depende do projeto. Para abrasão com impacto existem a formulação CT CEDUR 96HH, desenvolvida para abrasão e impacto severos, e os painéis borracha + cerâmica, em que a borracha absorve a energia da queda e a cerâmica resiste à abrasão. Impactos pontuais extremos continuam sendo o território do metal — nesses pontos, o híbrido estrutura metálica + superfície cerâmica é a solução.
Vocês fornecem em medidas e espessuras específicas?
Sim — as peças são 100% sob medida. A engenharia da CETARCH define formato, espessura e formulação a partir do desenho ou de uma peça de referência, e a fabricação é própria, em Criciúma/SC, da conformação à sinterização acima de 1.600 °C.